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Creatina: o suplemento mais estudado (e mais mal compreendido)

Barata, segura e com centenas de estudos. Entenda dose, quando tomar, se precisa de saturação e o que ela faz além do músculo.

Rafael Nunes, educador físico 6 min de leitura
Creatina: o suplemento mais estudado (e mais mal compreendido)

A creatina monoidratada é o suplemento com melhor relação entre evidência, segurança e custo. Ela aumenta o estoque de fosfocreatina muscular, o que melhora o desempenho em esforços curtos e intensos — e, com isso, o volume de treino ao longo do tempo.

Dose e uso

  • Dose de manutenção: 3 g a 5 g por dia, todos os dias.
  • Saturação: opcional. 20 g/dia divididos por 5 a 7 dias acelera o efeito, mas o resultado final é o mesmo em três a quatro semanas.
  • Horário: irrelevante. Consistência importa muito mais.
  • Ciclos: desnecessários.

Mitos frequentes

  • "Faz mal aos rins": não há evidência disso em pessoas saudáveis, mesmo em uso prolongado.
  • "Retém líquido e incha": há aumento de água intramuscular, o que é diferente de inchaço subcutâneo.
  • "Só serve para homens": mulheres respondem igualmente bem, com benefícios adicionais discutidos em fases hormonais específicas.

Além do músculo

Estudos mais recentes investigam efeitos sobre fadiga cognitiva e memória, especialmente em privação de sono e em idosos. A evidência é promissora, mas ainda menos consolidada do que a de desempenho físico.

Prefira a versão monoidratada, sem promessas de fórmulas "avançadas" mais caras.

Aviso: este conteúdo é educativo e não substitui a orientação individual de médico, nutricionista ou educador físico.

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